Bolsonaro volta a participar de manifestação contra o isolamento social, STF, Moro e Rodrigo Maia

Brasília | Política

03/05/2020


Bolsonaro volta a participar de manifestação contra o isolamento social, STF, Moro e Rodrigo Maia


Jair Bolsonaro ao lado da filha Laura Bolsonaro. Foto: reprodução - YouTube

Na manhã deste domingo (03/05), o presidente Jair Bolsonaro compareceu a mais uma manifestação em frente ao Congresso Nacional. O ato organizado por bolsonaristas pedia o fim do isolamento social e o retorno da população aos postos de trabalho, além de apoio ao Presidente da República contra Rodrigo Maia - Presidente da Câmara dos Deputados, os Ministros do STF, ao ex-Ministro da Justiça e Segurança Pública - Sergio Moro e aos Governadores João Doria (SP) e Wilson Witzel (RJ).


Bolsonaro desceu a rampa do Palácio do Planalto acenando e seguindo em direção à centenas de pessoas aglomeradas atrás de grades de proteção, que gritavam palavras de ordem: "Não desista", "deixe Bolsonaro governar" e "mito". O Presidente disse que a manifestação era 'espontânea e em defesa da democracia e da liberdade': "querem um governo sem interferências, que possa trabalhar para o futuro do Brasil. Tenho certeza que esse objetivo será atingido".


Painel atualizado às 18h50 do dia 02/05/20

Mesmo com os dados atualizados até ontem (02/05) às 18h50, pelo Ministério da Saúde, com o total de 96.559 casos confirmados e 6.750 mortes provocadas pelo novo coronavírus no país, Bolsonaro voltou a defender o retorno da população ao trabalho, o afrouxamento da quarentena e criticou as medidas de isolamento adotados por alguns governadores, classificando-as como: "destruição de trabalhos" e "irresponsáveis", e ainda previu que a recomendação em manter as pessoas em casa causará mais desemprego, fome e miséria.


"O País de forma altiva vai enfrentar seus problemas, sabemos do efeito do vírus, mas infelizmente muitos serão infectados, outros perderão suas vidas também, mas é uma realidade que nós temos que enfrentar. Não podemos fazer com que o efeito colateral do combate ao vírus seja mais danoso do que o vírus".


Enquanto acompanhava as manifestações, reafirmou em transmissão ao vivo para o Facebook e YouTube que não aceitará 'interferências' de outros poderes em suas decisões.


Foto: reprodução - YouTube

"Chega de interferências, não vamos mais admitir a interferência, deixar bem claro isso aí. Acabou a paciência. Vamos levar esse Brasil pra frente. Acredito no povo brasileiro, e nós todos acreditamos no Brasil".

- Jair Bolsonaro


Ao final da participação de Bolsonaro no ato, foi estendida uma bandeira do Brasil na rampa do Palácio do Planalto com a ajuda de manifestantes, personalidades e políticos aliados do presidente.


Violência contra a imprensa


No dia em que é celebrado a liberdade de imprensa (03/05), profissionais de mídia que estavam fazendo a cobertura da manifestação pró-governo em Brasília, foram agredidos verbalmente e fisicamente.

O repórter fotográfico do jornal "Estado de São Paulo", Dida Sampaio, sofreu chutes e soco e o motorista Marco Pereira foi xingado. Repórteres do jornal "Folha de São Paulo" e do portal "Poder360" também foram insultados pelos manifestantes e tiveram que sair com proteção policial.


A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo - Abraji divulgou uma nota condenando os ataques aos profissionais que estão cumprindo com a missão de informar a sociedade sobre os acontecimentos inerentes a realidade do país.


"Tais agressões são incentivadas pelo comportamento e pelo discurso do presidente Jair Bolsonaro. Seus ataques aos meios de comunicação, teorias conspiratórias e comportamento ofensivo fomentam um clima de hostilidade à imprensa, além de servirem de exemplo e legitimarem o comportamento criminoso de seus apoiadores. É inaceitável que militantes favoráveis ao governo saiam às ruas com objetivo expresso de intimidar os profissionais de imprensa, quando o próprio governo federal definiu o jornalismo como atividade essencial durante a pandemia" (na íntegra).



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© 2020 - Vitor Catanho

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