RECUSA DE AJUDA HUMANITÁRIA INTENSIFICA CRISE NA VENEZUELA

Atualizado: 22 de Abr de 2019


10/02/2019

Internacional | Venezuela





RECUSA DE AJUDA HUMANITÁRIA INTENSIFICA CRISE NA VENEZUELA




Bandeira da Venezuela. Foto: Reprodução - Internet

Dois governos, um país e muitos problemas. Nicolás Maduro, bloqueou as fronteiras e impediu que ajuda humanitária dos Estados Unidos fossem distribuídas para população venezuelana, que sofre com a falta de alimentos em consequência da intensa crise no país.


Além de alimentos, caminhões estão carregados de medicamentos e itens de limpeza/higiene. Contudo, o regime de Maduro impede que essa ajuda (que está retida na fronteira do país com a Colômbia) chegue à Venezuela, com a justificativa que seria uma estratégia da oposição para invasão militar. O receio em aumentar o número de venezuelanos contra o seu governo, influenciados pela ajuda humanitária, classificada como "Show" pelo governante, seria mais uma confirmação da instabilidade política e econômica.



BREVE HISTÓRICO


Foto: Reprodução - Internet

No poder desde 2013 e reeleito em 20 de maio de 2018 sob muita contestação de fraude pelos opositores, parte da comunidade internacional e marcado também pelo maior registro de abstenções nas urnas, com a participação de 46% do total de 20,5 milhões de eleitores cadastrados para votar, que Nicolás Maduro não consegue estancar a grave crise que assola o país. A fome, o desemprego, a inflação descontrolada, os constantes apagões, além da falta de medicamentos e de infraestrutura evidenciam o atual cenário do país, que vive um dos piores momentos socioeconômicos.


Foto: Reprodução - Wilsom Dias | Agência Brasil

As manifestações e conflitos já ocasionaram centenas de mortes e o acréscimo no número de refugiados venezuelanos em países vizinhos, como no Brasil, onde dezenas de famílias estão sobrevivendo em acampamentos improvisados em praças e demais locais públicos de Rondônia, estado que mais têm recebido pessoas desacreditadas com o país de origem, e que tentam recomeçar a vida longe do colapso venezuelano.


Maduro em discurso após se declarar vencedor nas urnas, disse que buscará diálogo com os candidatos que enfrentou nas eleições - Henri Falcón (com 21% dos votos), Javier Bertucci (11%) e demais opositores, como uma medida de apaziguar a crise do país. Entretanto, diz sofrer perseguição de adversários políticos, que segundo ele, tem apoio dos Estados Unidos para derrubar o seu governo com golpe de Estado.


No dia 23 de janeiro, após 13 dias em que Maduro assumiu o novo mandato de 6 anos, Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, se autodeclarou presidente interino do país, sob apoio do governo norte-americano e países como Brasil, Colômbia, Canadá, Peru, Argentina, Costa Rica, Chile, Guatemala, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Espanha, Portugal, França. Dinamarca, Austrália, Israel, Reino Unido, Alemanha, Suécia, Áustria, Holanda.


O México, que faz parte do Grupo de Lima não apoia o governo de Guaidó. Rússia, China, Irã, Turquia, Bolívia e Nicarágua declararam apoio ao novo mandato de Nicolás.



Foto: Reprodução - Leo Alvarez

"Em condição de presidente da Assembleia Nacional, invocando os artigos da Constituição Bolivariana da República da Venezuela, ante Deus todo poderoso, Venezuela em respeito ao meus colegas deputados e membros da união, juro assumir formalmente as competências do Executivo Nacional como presidente encarregado de Venezuela”,
- Juan Guaidó, presidente interino da Venezuela.

De acordo com algumas ações de Guaidó, a previsão é que ele permaneça tentando novas alianças internacionais, com chefes de Estado para solidificar e acelerar as chances de enfraquecer o governo Maduro, que ainda conta com suporte militar venezuelano.

© 2020 - Vitor Catanho

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