População reclama da qualidade da água distribuída pela CEDAE

Atualizado: Mar 16

07/01/2020

Rio de Janeiro



População reclama da qualidade da água

distribuída pela CEDAE


Foto: Reprodução/Internet

Insípida, inodora e incolor, essas são as características básicas para identificar se a água está apropriada para consumo, mas não são nessas condições que tem chegado em alguns bairros e cidades do Estado do Rio de Janeiro. Moradores estão reclamando desde o início da semana (05/01), da água com cor, cheiro e gosto de barro, distribuída pela Companhia Estadual de Águas e Esgotos - CEDAE.


Nas redes sociais a população cobra diretamente da companhia por esclarecimentos sobre o que ocasionou a mudança. Imagens da água poluída saindo das torneiras, relatos de pessoas que tiveram enjoo após beber a água e até alergia por ter tido contato com o líquido contaminado estão sendo publicados nas redes sociais.


A Cedae divulgou hoje, (07/01) uma nota informando que foi realizada análises que detectaram a presença da substância Geosmina em amostras de água. A Geosmina é uma substância orgânica produzida por algas, que de acordo com a companhia, não representa nenhum risco à saúde dos consumidores, assim podendo ser consumida pela população.


Ainda na nota, a Cedae esclarece que as amostras já analisadas na Estação de Tratamento do Guandu não apresentaram alteração quanto ao cheiro e ao gosto, estando dentro dos padrões estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Ao longo do sistema, porém, a água ainda pode apresentar gosto e cheiro alterados em alguns locais. Contudo, moradores da região metropolitana que recebem a água da estação de tratamento contestam a empresa.


Foto: reprodução - Twitter


GÔNDOLAS VAZIAS


Funcionários de redes de supermercados já perceberam um aumento na procura por água mineral e tentam fazer novos pedidos aos fornecedores para atender a demanda inesperada. Na segunda-feira, 06, no Carrefour em Duque de Caxias, na baixada fluminense, em menos de trinta minutos todas as garrafas de 500 ml tinham sido vendidas, ficando apenas um pallet com água mineral com gás.

Clientes já estão sentindo a diferença no preço das garrafas. Antes uma garrafa de 500 ml custava em média R$ 1,15, agora os consumidores estão encontrando por R$ 1,29; R$ 1,39. O Procon já está apurando denúncias de venda de água mineral com preço abusivo.


ESCLARECIMENTOS DA CEDAE


Na página da companhia no Facebook foi publicado um vídeo em que o gerente do Controle de Qualidade da Água da CEDAE, Sérgio Marques, tira as principais dúvidas a respeito da Geosmina e do controle de qualidade da água realizado pela concessionária.


© 2020 - Vitor Catanho

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