Professora é demitida por arrastar criança autista

08/01/2019


Internacional | EUA


Professora é demitida por arrastar criança autista



Foto: Reprodução da Internet

Em Kentucky, localizado no interior leste dos Estados Unidos, câmeras de uma escola registrou uma professora arrastando um aluno de 9 anos diagnosticado com transtorno do Espectro Autista (autismo), TDAH, stress pós-traumático, ansiedade e depressão.


Os maus-tratos aconteceu em outubro de 2018, mas só agora, após Angel Nelson, a mãe da criança, publicar as imagens e um desabafo no Facebook, que a escola anunciou a demissão da funcionária.


Início do desabafo de Angel sobre o acontecimento. Imagem: Reprodução - Facebook

No relato, Angel detalha que a professora de recursos (responsável por desenvolver atividades pedagógicas para alunos especiais) agrediu o menino após ele sofrer uma crise nervosa (comportamento possível de acordo com diagnóstico).


Sherry Horsely, superintendente do distrito escolar do condado de Greenup, informou que uma investigação formal foi aberta contra a docente. Ela deve ser acusação de agressão em quarto grau, que é uma contravenção grave.


Imagens: Reprodução USA Today | cortesia: Angel Nelson



A câmera da sala de aula foi virada anteriormente para o canto, e por isso, não têm vídeos do início do incidente. Só há registros de imagens do corredor. Segundo o menino, que tem limitações para se comunicar, contou à mãe que a professora o jogou na cadeira e depois o arrastou pelo corredor na presença de outras crianças.


Além das lesões identificadas por exames de raio-X, o médico que atendeu o garoto confirmou uma possível distensão num dos pulsos, por ter sido arrastado. Além do inchaço, hematomas e estresse passado, Angel tirou o garoto da escola e o matriculou em outra instituição de ensino.


“É minha crença que todas as escolas devem ser obrigadas a ter câmeras no lugar (que não pode ser virada para um canto), a fim de proteger os alunos e os professores. Também todas as escolas deveriam ter mais formação para os professores lidar com as crianças com deficiência e para aprender o protocolo adequado para treinar e redirecionar se necessário. Também deveria haver mais leis em lugar para qualquer criança, como o meu filho que são abusados pelos adultos que confiamos para cuidar deles”.

- Angel Nelson, mãe


Atualização do caso


A TV americana NBC News, informou que a educadora, Trina Abrams disse ao juiz que considera-se inocente, e alegou que agiu para impedir a crise nervosa do aluno.

Ela foi condenada a não trabalhar mais com crianças e em escolas sem supervisão. Trina deverá retornar ao tribunal em 20 de fevereiro para uma audiência de pré-julgamento.

© 2020 - Vitor Catanho

Todos os direitos reservados

  • https://www.youtube.com/channel/UCZz
  • Black LinkedIn Icon