STJ afasta Wilson Witzel do Governo do Rio

Atualizado: Ago 29

28/08/2020

Política | Rio de Janeiro


STJ afasta Wilson Witzel do Governo do Rio


Governador Wilson Witzel. Foto: reprodução - Revista Veja, abril de 2020

Após 1 ano e 7 meses no cargo, o ministro do Superior Tribunal de Justiça - STJ, Benedito Gonçalves, afastou na manhã desta sexta-feira (28/08), o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, de suas atividades por 180 dias. O Governador é investigado por suposto envolvimento na contratação irregular de hospitais de campanha, compra de respiradores, medicamentos e demais suprimentos em caráter emergencial para o combate à Covid-19 no estado.


Cláudio Castro, vice-governador, assume o cargo temporariamente. Ele também é investigado, mas teve apenas mandados de busca e apreensão na residência oficial, em decorrência da Operação 'Tris in Idem' (desdobramento das operações 'Placebo' e 'Favorito'), deflagrada hoje.


Além da saída temporária de Witzel, a Operação Placebo, que investiga esses indícios de desvios de recursos públicos, resultou no mandato de prisão preventiva de 6 pessoas, 11 temporárias e 72 pedidos de buscas e apreensão.


Com a decisão, a partir de hoje, Witzel está proibido de utilizar serviços disponíveis referente ao cargo de governador, ter comunicação com funcionários/servidores, assim como acessar dependências do governo do Estado. Contudo, poderá continuar na residência oficial durante os 6 meses de afastamento.


O Ministro do STJ manteve em sigilo o inquérito, bem como do acordo decolaboração premiada e dos depoimentos de Edmar Santos, ex-secretario de saúde do governo Witzel, conforme estabelece a Lei 12.850/2013.


Witzel não é o primeiro governador do Rio a ser afastado por investigações que apuram suposta participação em corrupção. Moreira Franco, Anthony Garotinho, e Rosinha Matheus Garotinho foram investigados e presos, mas recorreram e estão em liberdade. Luiz Fernando Pezão após uma temporada no Batalhão Especial Prisional (BEP) da Polícia Militar em Niterói, cumpre prisão domiciliar - com monitoramento por tornozeleira eletrônica. Sérgio Cabral é o único ex-governador que segue em regime fechado e condenado há mais de 294 anos de prisão por corrupção.


© 2020 - Vitor Catanho

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