SUS a caminho da UTI?

02 de junho de 2016


SUS a caminho da UTI?


A redução de repasse à saúde poderá comprometer atendimentos



Após divulgação do rombo de 170 milhões de reais, o Governo interino de Michel Temer, com menos de um mês em ação, já realizou algumas alterações ministeriais com o argumento de reduzir a folha de pagamento e despesas públicas. Porém, o Ministério da Fazenda, Henrique Meirelles, deixou evidente a intenção de rever repasses em duas áreas consideradas alicerces na promoção do desenvolvimento de uma nação: saúde e educação.


A realização do projeto de emenda constitucional para limitar gastos públicos, principalmente na saúde e educação agravaria a médio e longo prazo o desenvolvimento e estímulo intelectual nas instituições de ensino e afetaria ainda mais a realidade crítica dos hospitais públicos pelo país, que enfrentam a escassez em medicamentos, equipamentos e estrutura básica para atendimento.


Direcionar o atendimento médico público apenas para uma parcela da sociedade é não aplicar o que está escrito na Carta Magna, que há quase três décadas rege através das leis a sociedade brasileira nos âmbitos da promoção da educação e da saúde. E com a queda na qualidade dos atendimentos através de planos de saúde e valores abusivos num período que o país vive tempos de crise política, econômica e social a necessidade por atendimento público é ainda maior.


O assunto ganhou maior proporção nas redes sociais e deu artilharia para a oposição reforçar o discurso que o atual governo não priorizará questões sociais e básicas como “saúde e bem estar para todos”. Os protestos ganharam as ruas em algumas capitais, como Fortaleza, para defender a permanência do SUS.


Temer se pronunciou para tentar encerrar quaisquer dúvida e incertezas em relação à redução de verbas para saúde através do projeto de emenda: “Quero registrar, para não haver exploração no sentido contrário, e sem embargo da redução, da limitação das despesas, os percentuais referentes à saúde e à educação não serão modificadas”.

A má gestão, repasses equivocados não podem comprometer ainda mais o nosso sistema público de saúde que há décadas está na UTI.

© 2020 - Vitor Catanho

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