Trajetória de sucesso no jornalismo

quinta-feira, 12 de maio de 2016


TRAJETÓRIA DE SUCESSO NO JORNALISMO


Com quase 30 anos de profissão,  passagem pelo rádio e principais emissoras de televisão, o jornalista paulista Rinaldo de Oliveira durante anos foi repórter de rede principalmente na cobertura política  direto de Brasília e  apresentador de telejornal.


Após passar pelas diferentes funções da profissão identificou a oportunidade de unir empreendedorismo com jornalismo e criou o primeiro portal de notícias que não tem espaço para tragédia, violência e corrupção. O “Só Notícia Boa” virou referência de conteúdo positivo e de qualidade, tornando-se até fonte de pautas para programas de rádio  e TV.



Vitor Catanho - Rinaldo, como e quando despertou o seu interesse pelo jornalismo?


Rinaldo  de Oliveira – “Quando eu era criança, já sonhava em fazer rádio. Antes da faculdade descobri que os salários de radialista eram baixos e decidi fazer jornalismo para entrar no rádio ganhando salário de jornalista não de radialista. Começava ali  a carreira”.



Vitor Catanho - Durante e até após a conclusão do curso de jornalismo, muitos enfrentam dificuldades para conseguir um espaço no mercado de trabalho. Você teve  dificuldades nesse período? Quais?


Rinaldo  de Oliveira – “Levei 3 meses depois de formado para conseguir meu primeiro emprego, na Rádio Globo/CBN de São Paulo. Portanto não posso dizer que demorou. Mas o que me ajudou foram contatos que tive antes de terminar o curso, durante uma espécie de estágio que fiz na rádio FM 97, de Santo André, em SP. Lá eu conheci o locutor Rui Monteiro, que foi para a Globo/CBN e me indicou para trabalhar lá. Fiquei uns 7 anos na emissora”.



Vitor Catanho - A sua primeira experiência foi com o rádio. Como foi trabalhar nesse veículo e no que te ajudou quando seguiu para o telejornalismo?


Rinaldo  de Oliveira – “O rádio me ajudou muito na capacidade de improviso e no jeito de escrever fácil, a chamada linguagem coloquial. Uma bagagem a mais que puder usar na tv. Foi no rádio também que conheci James Rúbio, que mais tarde se tornou diretor de jornalismo da TV Manchete e me deu a primeira oportunidade em TV”.



Vitor Catanho - Você trabalhou em grandes emissoras de televisão (Globo, Manchete, SBT,  BAND  e  Cultura) e em diferentes funções no  jornalismo. No que isso agregou a sua carreira?


Rinaldo  de Oliveira – “Durante muito tempo eu não compreendi porque minha carreira não se desenhou de forma linear. De repente eu era chefe. De repente eu era repórter, pauteiro, produtor.... Aí virava editor, editor executivo, apresentador, repórter de política... Recentemente, analisando a trajetória descobri que  tudo isso me ajudou a ser um profissional completo, que age em todas as funções do jornalismo para me fazer criar e saber administrar o SóNotíciaBoa”.



Vitor Catanho - A Rede Manchete sempre é lembrada por ter sido uma emissora visionária e que dava a oportunidade da sua equipe  sugerir pautas e desenvolver projetos. Como foi trabalhar lá e vivenciar do auge ao fim do canal?


Rinaldo de Oliveira - “A Manchete foi um sonho. Lá tive aprendi a fazer pauta, apuração, chefia de reportagem, fui repórter local, depois nacional e depois de programas especiais. A Manchete tinha ousadia e permitia que a gente ousasse também. A cobrança era diária e saudável. Todas as matérias eram analisadas por escrito a cada telejornal, com críticas e elogios, para as equipes continuarem buscando seu melhor. Fiz grandes amigos na Manchete e sofremos muito também com a época das greves, dos salários atrasados e por fim, quando ela saiu do ar por absoluta roubalheira dos herdeiros da família Bloch.



Vitor Catanho - Na BAND, além de ser um dos principais repórteres de rede, você desempenhava em Brasília a função de âncora do BAND Cidade.  Como foi conciliar apresentação do telejornal e cobrir uma área  tão densa como política?


Rinaldo de Oliveira – “É como um interruptor. Você aperta de um lado para acender a luz e do outro para apagar. Eu sempre brincava assim para dizer que estava indo para a outra função. É sensacional você ter oportunidade de vivenciar esses dois lados da função. como repórter nacional eu estava perto do poder, lado a lado com as pessoas que desenham o futuro da nação e levando a noticia para o todo o Brasil. No jornal local era absolutamente diferente. Sentado na bancada, além da credibilidade você tem que usar da empatia para segurar seu publico durante meia hora. Foi apresentando o telejornal que exercitei com mais frequência o improviso, que aprendi lá atrás, no rádio”.



Vitor Catanho - Você saiu da BAND. Existe a possibilidade de retornar ao telejornalismo?

Rinaldo de Oliveira - “Possibilidade sempre existe enquanto a gente vive. Mas não é o que eu busco agora. Recusei convite de uma grande emissora de tv, com todo carinho para não fechar portas. Mas não quero mais do mesmo. Não gosto da zona de conforto. Tenho projetos para voltar à tv mas pra fazer algo bem diferente: o programa do SoNótíciaBoa  Vamos aguardar...”



Vitor Catanho - Com mais de 25 anos de profissão, qual foi a cobertura mais importante que você fez?

Rinaldo de Oliveira - “Nossa, foram tantas coberturas como repórter! Cobrir o Carnaval da Manchete, ao vivo, no sambódromo, durante quase 10 horas seguidas no ar, foi uma das maiores emoções que já senti. Um mix de alegria e orgulho! Como editor um momento de grande emoção foi a posse do ex-presidente Lula, quando ele chorou dizendo que aquele era o primeiro diploma da vida dele.



Vitor Catanhho - Você foi à contramão da maioria e identificou uma oportunidade de unir empreendedorismo com jornalismo. Como surgiu a ideia de criar o portal Só Notícia Boa?


Rinaldo de Oliveira - “Surgiu quando eu comecei a apresentar um telejornal local, que dava muita notícia de violência. Eu mesmo comecei a passar mal falando de tanta coisa ruim. Tive problemas no estômago na época. Ali descobri que precisava fazer algo para equilibrar. Foi quando criei um blog, em 2009, para contar noticias legais. Ele deu origem ao SóNotíciaBoa, que nasceu em 2011.



Vtor Catanho - Quantas pessoas fazem parte da equipe do "SNB" e como é feito para achar notícias boas para tantas editorias disponibilizadas no site? É mais difícil encontrar notícias positivas?


Rinaldo de Oliveira - O SóNotíciaBoa é feito por 10 colaboradores, entre jornalistas, marketing digital, comercial e TI . Achar notícia boa é nossa grande meta. Não é fácil porque a imprensa foca no ruim. Mais de 90% das matérias são ruins. Nosso trabalho é procurar fatos positivos, checá-los e transformar em notícia boa. Também fazemos uma longa pesquisa em agências nacionais e internacionais. Nosso público também ajuda bastante, enviando sugestões. As pessoas querem ver aquela notícia boa que encontram em outro lugar, sendo postada no SóNotíciaBoa. Nosso público é fiel e exigente”.



Vitor Catanho - O site tem outras plataformas que disponibiliza notícias, como no Facebook, Twitter e Instagram. Como é a interação com os seguidores nas redes sociais?


Rinaldo de Oliveira - “A interação é fundamental. É pelas redes sociais que nossas matérias viralizam, que chegamos a novos leitores, que temos o retorno do nosso trabalho e puxões de orelha também. Sem as redes sociais certamente não teríamos batido 1 milhão de acessos, sem gastar com comercial”.



Vitor  Catanho - Atualmente você está focado no “Só Notícia Boa”. O site agrega muito valor (é referência), mas consegue dar retorno financeiro?


Rinaldo de Oliveira - “Fico muito feliz por você dizer que somos "referência". Ter reconhecimento é sempre bom! Obrigado. Sobre retorno financeiro, sim já começou, mas veja: ele só chegou quando eu saí da zona de conforto da Band e mergulhei de cabeça no site. Foi quando deixei de ser o jornalista/repórter/apresentador e me coloquei como empresário da notícia boa. Passei a visitar com nosso pessoal do comercial as agências de publicidade, os órgãos públicos... comecei a ir pessoalmente representar o meu veículo e emprestar minha credibilidade a ele. Aí as coisas começaram a deslanchar. Não estou rico ainda, mas hoje o site se paga e ajuda a sustentar a minha família”.



Vitor Catanho – Qual a diferença de ser empreendedor e  funcionário de um veículo de comunicação tradicional?


Rinaldo de Oliveira – “É imensa a diferença. Primeiro, como empreendedor, você é livre, com ônus e bônus. Por um lado você pode dizer o que pensa. Ninguém vai editar seu texto, nem por palavras na sua boca para defender interesses do veículo onde você trabalha. Por outro lado, não tem a comodidade do salário garantido todo dia 10. Quando você é empreendedor tem correr atrás do dinheiro, senão corre o risco de ficar duro no mês que bem. Na TV em rede nacional você tem a projeção que a emissora te dá. No seu veículo você constrói sua projeção. Antes meu contrato era de exclusividade. Em tese eu não podia dar entrevista em outras emissoras para promover o SóNotíciaBoa. Hoje eu viajo o Brasil para falar do site... Em resumo é preciso escolher entre o comodismo e a ousadia. Eu escolhi a emoção da ousadia de ir contra a maré e estabelecer um veículo de comunicação criado para dar só notícia boa. Acredito que ao contrário da notícia ruim, que oprime, a notícia boa melhora o astral, constrói cidadãos melhores, mais solidários, mas felizes”. 

© 2020 - Vitor Catanho

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